Google pode ter que vender o Chrome? O que está em jogo em julgamento nos EUA
Decisão judicial histórica coloca o Google sob pressão para reformular seu modelo de negócios. Empresas de inteligência artificial manifestam interesse na aquisição do navegador Chrome após o veredicto antitruste.
A Alphabet, controladora do Google, perdeu um importante processo antitruste em 2024, sendo considerada culpada por monopolizar ilegalmente o mercado de buscas.
Agora, enfrenta a possibilidade de uma cisão forçada da empresa. O governo dos EUA quer que o Google venda o navegador Chrome e licencie dados de busca para concorrentes, o que seria a maior quebra forçada nos EUA desde 1984.
O juiz Amit Mehta deve emitir uma decisão em breve. Já, empresas como OpenAI e Perplexity estão interessadas na aquisição do Chrome, que é essencial para o acesso à web.
O caso contra o Google envolve alegações de que a empresa pagou bilhões para manter seu monopólio sobre buscas online, controlando cerca de 90% das consultas. Através de acordos com rivais e fabricantes, bloqueou concorrentes como DuckDuckGo e Bing.
O juiz Mehta concluiu que os US$ 26 bilhões pagos pela Google impediram a concorrência. Em um julgamento de 10 semanas, ele afirmou que os acordos de distribuição excluíam competidores e aumentavam os preços da publicidade em texto.
Soluções propostas incluem a venda forçada do Chrome e a proibição de acordos exclusivos. O Google também poderia ser obrigado a licenciar dados de busca para concorrentes.
Sobre a decisão, o Google afirmou que pretende recorrer, o que pode atrasar as medidas. Declara que as propostas do governo podem prejudicar a privacidade e o investimento em inteligência artificial.
Leis antitruste visam proteger a concorrência e proíbem práticas predatórias por parte de monopólios, que podem resultar em penalidades ou divisão forçada.