Governistas reagem a conversas de Bolsonaro com Eduardo
Aliados de Lula criticam indiciamento de Bolsonaro por coação em investigações sobre tentativa de golpe. Reações destacam a gravidade das acusações e a necessidade de preservar a democracia no Brasil.
Políticos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiram ao indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no processo da tentativa de golpe de Estado.
O relatório da Polícia Federal (PF), com 170 páginas, revela conversas entre Eduardo e Jair, onde Eduardo xinga o pai.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que “as mensagens de Eduardo revelam um padrão de desequilíbrio, agressividade e chantagem”, e que o Brasil não deve se curvar a ameaças.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), destacou que as mensagens entre Jair, Eduardo e Silas Malafaia evidenciam a conspiração dos golpistas contra o Brasil.
O presidente interino do PT, senador Humberto Costa (PE), ressaltou que a família que Bolsonaro defende é a dele, e Guilherme Boulos (Psol-SP) comentou que Bolsonaro complicou sua situação nas investigações.
A PF indiciou Bolsonaro e Eduardo por coação, com foco na atuação de Eduardo nos EUA, onde articulou pressões e sanções contra autoridades brasileiras. O relatório mostra também uma minuta de pedido de asilo a Javier Milei, presidente da Argentina.
A investigação, aberta em maio por determinação de Moraes, concluiu que o grupo buscou interferir nas instituições democráticas, visando decisões em benefício próprio.
Além disso, o relatório indica que Bolsonaro compartilhou informações sobre sanções dos EUA e pode ter violado restrições de uso das redes sociais, possivelmente indicando uma fuga do país com o pedido de asilo.