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Governo agenda para dezembro leilão de petróleo do pré-sal que pode render R$ 15 bilhões

Leilão do pré-sal em dezembro visa arrecadar R$ 15 bilhões para equilibrar as contas do governo. Campos como Mero, Atapu e Tupi, já em produção, serão oferecidos a investidores em busca de ativos de alta performance.

Governo agendará leilão de petróleo do pré-sal para o dia 4 de dezembro, com expectativa de arrecadar R$ 15 bilhões.

Na concorrência, serão oferecidas parcelas de produção dos campos: Mero, Atapu e Tupi, este último sendo o segundo maior produtor brasileiro.

A proposta, apresentada pelo MME (Ministério de Minas e Energia) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa aumentar a arrecadação em meio a uma crisi devido à resistência do Congresso em aprovar a elevação do IOF.

Ao vender sua parcela, o governo antecipa receitas que serão contabilizadas futuramente. Essas áreas garantem à União:

  • 3,5% da produção de Mero;
  • 0,95% da produção de Atapu;
  • 0,551% da produção de Tupi.

Luiz Fernando Paroli, presidente da PPSA, destacou que os ativos oferecidos são "de classe mundial" e atraentes para investidores.

A expectativa do MME é que o leilão ajude no equilíbrio fiscal, seguindo uma lei aprovada em julho que permitiu a alienação de "direitos e obrigações decorrentes de acordos de individualização da produção".

O ministro Alexandre Silveira defendeu a antecipação das receitas como uma forma de prover novos investimentos e geração de empregos, afirmando que isso fortalece a soberania energética do país.

Todos os três campos já estão em operação e são gerenciados pela Petrobras, com parcerias de empresas globais.

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