Governo busca articulação conjunta na Câmara e Senado para evitar desidratação projeto que eleva isenção do IR
Governo Lula busca aprovar isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais até setembro. Articulação envolve cronograma conjunto entre Câmara e Senado para contornar resistências e garantir compensações fiscais.
Governo Lula intensifica articulação para aprovação do projeto que isenta do Imposto de Renda (IR) trabalhadores com renda de até R$ 5 mil por mês. O objetivo é evitar que o texto seja desidratado no Congresso.
A estratégia inclui um cronograma conjunto com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além da ministra Gleisi Hoffmann. A proposta deve ser aprovada até o fim de setembro.
A isenção do IR deve subir de R$ 3.036 para R$ 5 mil e é uma promessa de campanha de Lula. A proposta visa corrigir distorções no sistema tributário brasileiro.
O deputado Odair Cunha (PT-MG) enfatizou a importância de debater e votar o tema nas duas Casas. O deputado Pedro Campos (PSB-PE) destacou a necessidade de uma atuação coordenada.
A proposta, com custo estimado de R$ 25 bilhões no próximo ano, beneficiará também quem ganha entre R$ 5 mil e 7.350. O governo sugere um IR mínimo para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês. Contudo, este ponto encontra resistência no Congresso.
A oposição, incluindo figuras como Ciro Nogueira e Antonio Rueda, busca derrubar as medidas, alegando que elevam a carga tributária sobre empresas. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, ressalta a necessidade de votação em separado para alguns dispositivos.
O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), enfatizou a urgência da pauta e a importância de não taxar os super ricos. A avaliação é que a queda das compensações representaria uma vitória para os empresários.
A equipe econômica acredita que a oposição pressiona, mas os parlamentares ficariam com uma imagem negativa se suprimissem toda a compensação, enviando uma mensagem de falta de compromisso fiscal.