Governo conta com dividendos, leilão de óleo e corte de benefícios para fechar Orçamento de 2026
Governo busca alternativas para fechar Orçamento de 2026, incluindo aumento na arrecadação de dividendos e leilões de petróleo. Corte de benefícios tributários também figura entre as estratégias para garantir o superávit fiscal exigido.
Governo Lula busca fechar Orçamento de 2026 usando dividendos de estatais, receitas de leilões de petróleo e cortes de benefícios tributários.
A proposta será enviada ao Congresso até 31 de agosto, visando garantir superávit fiscal de 0,25% do PIB.
A estimativa de arrecadação com dividendos deve subir para entre R$ 41 bi e R$ 42 bi, com contribuição significativa da Caixa Econômica Federal e impactos reduzia do Banco do Brasil.
Os leilões de petróleo também devem gerar mais de R$ 15 bi, incluindo vendas de direitos de áreas do pré-sal. A lei permite que parte dessa receita seja adiada para 2026.
O governo projeta um aumento de R$ 20 bi na arrecadação com cortes de 10% nos benefícios tributários, dependendo da aprovação de um projeto de lei.
Outras medidas incluem a elevação de tributos sobre aplicações financeiras e a cobrança da CSLL sobre instituições financeiras, prevendo arrecadação adicional de R$ 20,9 bi em 2026.
O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que o Orçamento pode ser fechado sem novas medidas de arrecadação, dependendo da consolidação de ajustes anteriores.
Relatório indicava que seriam necessários R$ 86,3 bi em receitas extras para atingir a meta fiscal, porém novas medidas já adotadas podem aliviar essa necessidade.