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Governo da França corre risco de cair após premiê convocar voto de confiança

A França vive um momento crítico, com a convocação de um voto de confiança que pode resultar na saída do primeiro-ministro François Bayrou. A oposição, incluindo partidos de extrema direita e esquerda, já sinalizou que não apoiará o governo na votação marcada para 8 de setembro.

O governo do primeiro-ministro da França, François Bayrou, enfrenta risco de queda com a convocação de um voto de confiança no dia 8 de setembro.

Três dos principais partidos de oposição, incluindo o Reunião Nacional (RN), não apoiarão a votação, que visa garantir apoio ao projeto orçamentário de 44 bilhões de euros.

Em 2024, o déficit público da França atingiu 5,8% do PIB, quase o dobro da meta da União Europeia (UE).

Bayrou propôs eliminar dois feriados nacionais e congelar os gastos com assistência social e o imposto de renda até 2026, sem ajustes pela inflação.

Desde sua nomeação em dezembro, o premiê enfrenta instabilidade. Em julho, conseguiu evitar uma moção de censura apresentada pela esquerda, graças ao apoio do RN.

Se perder o voto de confiança, Emmanuel Macron precisará nomear um novo primeiro-ministro ou convocar novas eleições.

O analista Salomon Fiedler afirmou: "Se Bayrou perder, a bola estará com Macron". Pesquisas indicam que uma nova eleição provavelmente resultaria em um Parlamento dividido.

O ministro das Finanças, Eric Lombard, acredita que um acordo de "última hora" com a oposição é pouco provável. Líderes políticos, de extrema direita a extrema esquerda, já descartaram apoio ao governo.

Jordan Bardella, do RN, declarou que Bayrou anunciou o "fim de seu governo". Jean-Luc Mélenchon, da "França Insubmissa", pediu a saída de Macron, responsabilizando-o pela crise.

O líder do Partido Socialista, Olivier Faure, também confirmou a ausência de apoio à moção de confiança.

Macron convocou novas eleições para junho de 2024, mas isso poderia apenas acentuar a fragmentação no Parlamento.

Vale lembrar que o antecessor de Bayrou, Michel Barnier, caiu após apenas três meses no cargo em situação similar.

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