Governo de MG lança edital de concessão de trecho a Ouro Preto e Mariana com R$ 6 bi em investimentos
Governo mineiro prevê investimentos de R$ 6 bilhões para via que liga Belo Horizonte a Rio Casca, incluindo melhorias em rodovias e a implementação de pedágios no modelo "free-flow". Leilão para concessão ocorrerá em julho, com metas de redução de acidentes e tempo de viagem.
O governo de Minas Gerais lançou o edital para a concessão da Via Liberdade, que liga Belo Horizonte a Rio Casca, passando por Ouro Preto e Mariana.
Cerca de R$ 6 bilhões serão investidos em 187 quilômetros, abrangendo 11 municípios.
O edital prevê a construção de quatro pórticos de pedágio no modelo "free-flow", que utiliza câmeras para identificação de placas.
O leilão de concessão ocorrerá em 10 de julho na B3, em São Paulo.
Do total de investimento, R$ 2 bilhões vêm de um acordo de reparação pela tragédia de Mariana, firmado em novembro passado.
O vencedor do leilão será quem oferecer o maior desconto sobre essa quantia, com o valor restante destinado a melhorias na bacia do Rio Doce.
O trecho concedido envolve as rodovias BR-356, MG-262 e MG-329, com 120 km de duplicação, 30 km de terceira faixa e correções em 22 km de traçado.
Os objetivos incluem:
- Redução de acidentes em 45%
- Redução de ocorrências fatais em 60%
- Diminuir o tempo de deslocamento em pelo menos 40 minutos
A tarifa será de R$ 22,32 de BH a Rio Casca e R$ 11,16 de BH a Ouro Preto ou Mariana.
O modelo prevê desconto progressivo de até 64% para usuários frequentes e isenção para transporte coletivo e veículos oficiais e de emergência.
A cobrança será automática via tag, com a possibilidade de pagamento em até 30 dias após o tráfego. Haverá pontos de pagamento ao longo do trajeto.
A cobrança do pedágio iniciará após a entrega de intervenções do primeiro ano, que incluirão revitalização e sinalização.
O contrato deve ser assinado em cerca de seis meses após o leilão.
O governo também enfrenta críticas em relação à concessão do Vetor Norte, que prevê mais 13 pórticos na região metropolitana, devido à resistência na Assembleia Legislativa.
O governo argumenta que o modelo é comum em outros estados e oferece desconto para usuários frequentes, defendendo a isenção do transporte público.