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Governo faz acordo para investigar gestão Dilma e evitar convocação de irmão de Lula na CPI do INSS

Acordo entre governistas e oposição na CPI do INSS pode livrar Frei Chico de convocação para depor. O entendimento define um recorte temporal para a investigação e limita as convocações de dirigentes de entidades.

Governistas e oposição da CPI do INSS firmam acordo nesta terça-feira (26), que diminui as chances de convocação de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Frei Chico, vice-presidente do Sindnapi, é citado em um escândalo envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

O acordo deu apoio dos governistas ao plano de trabalho do relator Alfredo Gaspar (União-AL), que estabelece um recorte temporal a partir de 2015, durante o governo Dilma Rousseff. Aliados do Planalto tentaram aprovar um recorte diferente.

O presidente da CPI, Carlos Viana (Podemos-MG), permitiu diálogo entre os grupos para discutir o plano. O resultado foi que as convocações se restringiriam aos presidentes das entidades, excluindo Frei Chico.

Foi decidido que requerimentos serão votados em bloco apenas se houver acordo entre as bancadas. A aprovação em bloco é vital, pois evita que muitos depoimentos sejam marcados de uma só vez, aumentando os poderes de Viana.

As investigações seguirão a ordem cronológica. Ex-ministros e ex-dirigentes do INSS devem depor. A maioria do governo no colegiado é apertada, permitindo a rejeição ou aprovação de requerimentos.

O vice-presidente eleito, Duarte Jr. (PSB-MA), foi escolhido devido a sua menor vinculação com Lula, apesar do desejo inicial do Planalto em ter Paulo Pimenta no cargo.

A oposição já havia derrotado o governo ao eleger Viana como presidente da CPI e nomear Gaspar como relator. Esses cargos são estratégicos, pois definem a pauta e o relatório final da comissão.

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