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Governo Lula admite dificuldade para negociar com EUA, às vésperas do tarifaço: 'Trump está cercado por terraplanistas econômicos'

Governo brasileiro busca mitigar impactos de nova taxação de produtos importados pelos EUA. Diplomatas relatam dificuldades nas negociações devido à centralização das decisões por parte de Trump.

Dificuldades nas negociações entre Brasil e EUA

O governo Lula enfrenta dificuldades para negociar com a gestão de Donald Trump, especialmente por causa da nova taxação de produtos importados. O objetivo é minimizar o impacto das medidas que serão anunciadas nesta quarta-feira (2).

Fontes do Itamaraty relatam que as decisões sobre tarifas estão sendo centralizadas na Casa Branca. Trump e seu círculo imediato definem os rumos sem grande interferência de auxiliares, dificultando o diálogo.

Os diplomatas brasileiros estão “no escuro” sobre as decisões, aumentando a complexidade das negociações. A avaliação é que os interlocutores americanos têm pouco poder de decisão e podem ser desautorizados por Trump.

Um diplomata brasileiro descreveu a situação afirmando que “*Ninguém sabe o que vai acontecer*, nem mesmo Wall Street”. Sobre o secretário de Comércio, Howard Lutnick, a percepção é de que ele é submisso a Trump.

O embaixador Mauricio Lyrio esteve em Washington em busca de avanços, reunindo-se com várias autoridades e empresários. O Brasil argumenta que “não é um problema para os Estados Unidos”, apresentando dados sobre o superávit comercial.

No entanto, uma queixa dos EUA refere-se ao protecionismo brasileiro no setor de etanol, visto como influenciado por lobbies de produtores de milho no Meio-Oeste americano, uma base eleitoral de Trump.

O governo Lula considera um fator positivo o projeto de lei da reciprocidade, que criaria um marco legal para as tarifas, aumentando o peso do Brasil nas negociações.

Ainda sem prazo definido para as negociações, auxiliares de Lula acreditam que “as portas estão abertas” e que haverá tempo para ajustes antes da implementação das tarifas.

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