Governo Lula diz que ataques de Israel em Gaza violam direito internacional humanitário
Brasil condena ataques israelenses em Gaza e pede respeito ao direito internacional. O governo brasileiro insta Israel a garantir a entrada de ajuda humanitária e a retomar negociações de cessar-fogo.
Governo Lula lamenta ataques de Israel na Faixa de Gaza e classifica como uma flagrante violação do direito internacional humanitário.
Os bombardeios interromperam o cessar-fogo acordado em janeiro, que resultou na libertação de 25 reféns e devolução de 8 corpos em troca de 2.000 prisioneiros palestinos.
O Ministério das Relações Exteriores declarou: "O governo brasileiro deplora os novos ataques israelenses, que provocaram a morte de centenas de palestinos, incluindo crianças."
O Brasil chamou Israel a:
- proteger a população civil nos territórios ocupados
- suspender restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza
- restabelecer fornecimento de eletricidade no território
A segunda fase da trégua previa o fim da desocupação de Gaza, mas divergências entre Tel Aviv e o Hamas prejudicaram o diálogo.
O enviado do governo Trump, Steve Witkoff, sugeriu estender a primeira fase para incluir o Ramadã e a Páscoa judaica.
Israel suspendeu a entrada de ajuda humanitária e ameaçou o Hamas, que pediu intervenção de mediadores e classificou as ações israelenses de "chantagem barata".
A nota do governo brasileiro exorta ambas as partes a:
- cumprirem os termos do cessar-fogo original
- retomarem negociações para cessação permanente das hostilidades
- libertar todos os reféns
- garantir entrada de ajuda humanitária
O Unicef condenou os ataques, afirmando que "centenas de pessoas foram mortas, incluindo mais de 130 crianças", e pediu o restabelecimento imediato do cessar-fogo.
A organização apelou a países influentes para garantir a proteção dos civis e a libertação dos reféns.