Governo Lula diz que gestão Bolsonaro autorizou espionagem a Paraguai e que ação foi suspensa em 2023
Governo Lula nega envolvimento em espionagem contra o Paraguai e afirma que ação foi autorizada por Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a operação, que teria invadido computadores para obter informações relacionadas à usina de Itaipu.
Governo Lula anuncia que Bolsonaro autorizou ação de espionagem da Abin contra autoridades do Paraguai em junho de 2022.
A medida foi anulada em 27 de março de 2023, ao ser descoberta pela nova gestão.
O Itamaraty negou qualquer envolvimento do governo atual na ação, afirmando que "desmente categoricamente" as alegações de espionagem.
O planejamento da operação começou com Bolsonaro, mas foi executado com a autorização do atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa.
A reportagem do UOL menciona invasões de computadores ligadas à usina hidrelétrica de Itaipu, que geram disputas entre Brasil e Paraguai.
A Polícia Federal investiga se a operação foi ilegal, após depoimentos de um servidor da Abin que participou da ação.
O governo brasileiro contatou diplomatas paraguaios para discutir a situação, e Lula se reuniu com o chanceler Mauro Vieira.
No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou não haver evidências de espionagem e que investigações estão em curso, sem ligação com o Brasil.
Ele também esclareceu que ataques cibernéticos ao Paraguai são atribuídos à China.