Governo Milei afirma que denúncia por suborno é 'operação política'
Chefes do governo argentino alegam que denúncias de subornos na Andis são manobras políticas em meio a próximas eleições. O caso está sob investigação judicial, enquanto o governo promete transparência e auditoria nas denúncias.
Guillermo Francos, chefe de Gabinete do Governo da Argentina, classificou a denúncia de subornos na Agência Nacional de Deficiência (Andis) como uma “operação política” de setores populistas visando as próximas eleições legislativas.
No plenário da Câmara dos Deputados, Francos afirmou que as denúncias foram forjadas e atribuídas ao ex-titular da Andis, Diego Spagnuolo, ex-advogado do presidente Javier Milei. O escândalo surgiu após áudios que sugerem um esquema de suborno relacionado à compra de medicamentos.
O subsecretário de Gestão Institucional, Eduardo Lule Menem, foi apontado como responsável, e as gravações mencionam a irmã do presidente, Karina Milei, como possível destinatária de subornos.
Francos declarou que o caso já está sob investigação judicial e que o governo tomou medidas, incluindo a destituição de Spagnuolo e intervenções na Andis para uma auditoria completa.
Ele ainda destacou que as gravações foram divulgadas no mesmo dia em que a Câmara rejeitou um veto de Milei a uma lei que aumentaria os fundos para assistência a pessoas com deficiência. Apesar do superávit fiscal, o governo justifica a decisão como uma garantia de equilíbrio fiscal.
Além disso, a administração cancelou cerca de 100 mil pensões por invalidez devido à falta de comprovação dos beneficiários, gerando protestos e reclamações à Andis.