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Governo não descarta teto de juros no consignado privado, diz Marinho

Governo avalia medidas para controlar taxas de juros do Crédito do Trabalhador e garantir acesso ao financiamento. Ministro do Trabalho destaca importância de fiscalizar instituições que abusam nas cobranças.

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo Lula “não descarta” um teto de juros para o programa Crédito do Trabalhador.

Ele mencionou uma “análise rigorosamente técnica” sobre o tema e destacou uma “acomodação” na linha de crédito devido a ser um novo produto.

Marinho também alertou que o teto de juros pode ser uma “armadilha”, excluindo quem mais precisa do crédito, e classificou o crédito consignado para quem tem carteira assinada como um “produto bastante vigoroso”.

O Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado se reunirá em breve para discutir questões do programa. O ministro anunciou que instituições financeiras que abusarem dos juros altos serão advertidas e poderão ser excluídas do programa.

Atualmente, a taxa média de juros do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada é de 55,47% ao ano.

O Crédito do Trabalhador, lançado em março, permite que brasileiros com carteira assinada utilizem 10% do saldo do FGTS como garantia. Em caso de demissão sem justa causa, pode-se usar também a multa rescisória de 40% do saldo do fundo.

As parcelas do empréstimo são descontadas diretamente na folha de pagamento, visando tornar o crédito mais acessível.

A portabilidade do crédito consignado começou em 25 de agosto e, segundo Marinho, deve ajudar a reduzir os juros.

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