Governo pede para Alexandre de Moraes ser relator da ação para manter decreto do IOF
AGU solicita que STF analise constitucionalidade de decreto sobre IOF. Governo argumenta que derrubada do aumento pode gerar grandes perdas arrecadatórias e comprometer a saúde fiscal do Estado.
AGU solicita ao STF relatoria de Moraes para ação sobre aumento do IOF.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja o relator da ação protocolada nesta terça-feira (1), buscando restabelecer o decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que foi derrubado pelo Congresso na semana passada.
A AGU argumenta que há “clara conexão” entre sua ação e a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pelo Psol, também sob análise de Moraes.
O Psol quer suspender o Decreto Legislativo que derrubou os decretos do governo. O ministro Gilmar Mendes foi sorteado como relator, mas encaminhou o caso ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, por conta da relação com a ação já em tramitação.
A AGU defende a constitucionalidade do decreto, afirmando que atende à prerrogativa da Constituição para o chefe do Executivo. Pede ao STF a retomada imediata de sua aplicação, alegando que o ato é “devidamente motivado” e busca maior eficiência nos mercados de crédito e câmbio.
Além disso, a AGU avisa que manter a suspensão do aumento do IOF pode gerar “riscos fiscais graves”, com uma previsão de perda de arrecadação de R$ 12 bilhões em 2025. Essa situação obrigaria o governo a contingenciar despesas para atender as metas orçamentárias.
Em coletiva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a decisão de levar a questão ao STF foi tomada após a confirmação da regularidade dos atos, com base na jurisprudência que defende as atribuições do presidente.