Governo tem déficit de R$ 59,1 bilhões em julho, segundo pior resultado da história para o mês
O déficit primário de julho agrava a situação fiscal do Governo Central, com despesas superando receitas devido a altos pagamentos de precatórios e benefícios previdenciários. No acumulado do ano, o déficit já atinge R$ 70,2 bilhões, comprometendo a meta fiscal para 2023.
Governo Central registrou um déficit primário de R$ 59,1 bilhões em julho de 2023. Este é o segundo pior resultado para o mês na série histórica, superado apenas pelo déficit de R$ 87,8 bilhões em 2020.
O déficit indica que o governo gastou mais do que arrecadou em julho, sem contar os juros da dívida pública. No total, o acumulado dos sete primeiros meses do ano atingiu R$ 70,2 bilhões.
O resultado foi composto por:
- R$ 16,4 bilhões de déficit do Tesouro Nacional e do Banco Central;
- R$ 203,6 bilhões de déficit da Previdência Social.
O déficit foi influenciado pelo aumento das despesas primárias, destacando-se:
- Pagamentos de R$ 35,6 bilhões em precatórios;
- R$ 20,7 bilhões em benefícios previdenciários;
- R$ 1,1 bilhão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O resultado das contas públicas é crucial para o alcance da meta fiscal de resultado zero para este ano, com uma tolerância entre déficit de R$ 31 bilhões e superávit de R$ 31 bilhões, ou 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
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