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Governo teme aumento de juros no crédito imobiliário com mudança na poupança

Governo enfrenta dilemas sobre proposta que pode aumentar juros do crédito imobiliário, enquanto busca aprimorar o uso dos recursos da caderneta de poupança. A medida visa potencializar o financiamento habitacional, mas preocupa com o impacto nas taxas para os consumidores.

Governo estuda novo modelo de crédito imobiliário no Brasil, mas há preocupações sobre aumento nas taxas de juros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja anunciar este modelo antes das eleições de 2026. A proposta é utilizar 100% do saldo da caderneta de poupança no financiamento habitacional, em vez dos atuais 65%.

As partes não direcionadas ao crédito imobiliário (20% de depósitos compulsórios e 15% de livre aplicação) seriam liberadas progressivamente. A intenção é que o crédito novo seja considerado para o cumprimento da meta, visando um direcionamento mais eficiente.

Contudo, há receios de que isso leve a um aumento nas taxas, devido ao descompasso entre o tempo de benefício para os bancos e o prazo médio das contratações, que é de oito anos.

O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tem um teto de juros de 12% ao ano e limita a concessão de recursos para imóveis de até R$ 1,5 milhão. Alguns acreditam que a mudança poderia, na verdade, reduzir os juros, aumentando a disponibilidade de crédito.

A proposta também inclui a ampliação das emissões de LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), permitindo que os bancos utilizem recursos da poupança como lastro, o que poderia gerar R$ 400 bilhões em novas LCIs.

Os técnicos do governo estão divididos sobre os impactos fiscais e sobre se a mudança beneficiará ou não as taxas de juros. Um ponto em comum é que o projeto visa beneficiar a população mais pobre, garantindo que os recursos sejam utilizados no SFH com teto de juros.

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