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Governo tenta se recuperar de derrota e emplacar plano de trabalho paralelo na CPI do INSS

Governo Lula tenta reverter derrota na presidência da CPI do INSS e articula plano de trabalho alternativo. Aliados avaliando estratégias para fortalecer sua influência no colegiado e minimizar impactos negativos da investigação.

Governo Lula busca recuperação após derrota na CPI do INSS

O governo federal está se organizando para reverter a derrota na eleição da presidência da CPI do INSS e deverá apresentar um plano de trabalho próprio para a investigação. A avaliação é que, com uma maioria apertada, seus aliados podem influenciar o destino do colegiado.

Os articuladores políticos de Lula apoiaram o nome do deputado Duarte Jr. (PSB-MA) para a vice-presidência da comissão, em vez do ex-ministro Paulo Pimenta (PT-RS), que será o coordenador da bancada governista. A escolha de Duarte é estratégica, pois é menos vinculado a Lula e pode atrair votos da oposição.

A segunda reunião da CPI ocorrerá nesta terça-feira (26). Na primeira reunião, a oposição elegeu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente, derrotando o aliado que contava com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Viana nomeou o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator. A presidência e a relatoria são cargos estratégicos, pois controlam a pauta e a elaboração do relatório final da CPI, respectivamente.

Os aliados de Lula temem um plano de trabalho desfavorável de Gaspar. Eles pretendem elaborar um documento próprio, questionando, por exemplo, o recorte temporal da investigação. Viana deseja incluir dados desde o governo Dilma, enquanto governistas preferem um recorte a partir de 2019.

Outra preocupação é a convocação de José Ferreira da Silva (Frei Chico), irmão de Lula, para depor. O governo se reuniu para se preparar para a CPI, com ênfase na importância da presença dos deputados para evitar votos suprentes do PL, que ajudaram na derrota de Aziz.

A reunião foi liderada pela ministra Gleisi Hoffmann e incluiu a participação do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que informou sobre as ações do ministério após a descoberta dos descontos ilegais. O objetivo é evidenciar que os descontos aumentaram sob a gestão de Bolsonaro, mas foram investigados e interrompidos com Lula.

Entre os presentes estavam senadores e deputados aliados de Lula, que discutiram estratégias para defender a gestão atual.

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