Governo Trump atrasa projetos ambientais para conservação de terras
A suspensão de US$ 287 milhões em financiamento para projetos de conservação no sul de Idaho levanta preocupações sobre o futuro das iniciativas de proteção ambiental em todo o país. Defensores do meio ambiente alertam que os atrasos podem resultar na perda de oportunidades para preservar terras importantes para a vida selvagem e recreação.
Projetos de conservação de terras no sul de Idaho, impactados por atrasos em financiamento aprovado pelo Congresso, estão ameaçados sob a administração de Donald Trump.
Mais de US$ 287 milhões para projetos está previsto, mas os atrasos podem impedir a execução das iniciativas, que incluem a expansão do Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Minidoka e o Monumento Nacional Craters of the Moon.
Bryan Woodhouse, do clube Magic Valley Fly Fishers, defende que estas aquisições são vitais para o futuro das áreas e da fauna local.
A administração Trump, que prometeu cortes, comparou-se a Theodore Roosevelt ao assinar o Great American Outdoors Act, garantindo US$ 900 milhões anuais para o Fundo de Conservação de Terras e Água. Contudo, proposta do Departamento do Interior sugere desvio desses fundos para manutenção em vez de aquisição de novas terras.
A situação preocupa conservacionistas, que alertam sobre o risco de proprietários privados venderem suas terras para desenvolvimento comercial, além de desconfiança crescente sobre o compromisso do governo com a conservação.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, reiterou a intenção de Trump em preservar a beleza natural do país, mas membros do Congresso expressam suas preocupações sobre a falta de planos detalhados para os projetos.
O senador Jeff Merkley criticou a administração por não cumprir a lei e o senador Mike Lee defendeu a venda de terras públicas.
Defensores da conservação, como Amy Lindholm, pedem que o presidente reafirme seu compromisso com o Fundo de Conservação, enfatizando que isto é crucial para manter o legado conservacionista do governo.