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Governo Trump atribui deportação de imigrante ameaçado por gangue salvadorenha a erro administrativo

Governo dos EUA admite erro na deportação de imigrante salvadorenho, mas recusa-se a negociar sua volta. Kilmar Abrego, que corre risco de vida em prisão de segurança máxima em El Salvador, foi deportado mesmo com proteção judicial.

Governo Trump classificou como um “erro administrativo” a deportação do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, mesmo após aviso da Justiça que proibia sua remoção para El Salvador. Abrego foi deportado em 15 de março, junto a mais de 200 venezuelanos, sendo que a Justiça já havia reconhecido riscos à sua vida em seu país.

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) admitiu que a deportação foi um erro, mas o governo afirmou não poder pressionar El Salvador para trazê-lo de volta, citando implicações em sua política externa.

A defesa de Abrego entrou com uma ação judicial, alegando violação de leis nacionais e internacionais e riscos de tortura e morte na prisão salvadorenha. O Departamento de Justiça minimizou os riscos, considerando irrelevante o processo, já que ele não está mais sob custódia dos EUA.

Kilmar Abrego não possui antecedentes criminais e fugiu de El Salvador por estar sendo ameaçado de recrutamento por uma gangue. Ele se encontrava ilegalmente nos EUA buscando trabalho desde 2019, quando foi detido. Apesar das acusações infundadas de ser membro da gangue MS-13, foi considerada vítima, recebendo proteção judicial contra deportação.

Casado com uma cidadã americana, Abrego é pai de um niño com autismo e trabalha como aprendiz de metalurgia na Universidade de Maryland. Sua esposa, Jennifer, expressou a angústia que a família está passando, destacando a falta de evidências contra ele e a dor emocional da situação.

Jennifer reconheceu seu marido em vídeos de sua prisão, relatando que isso tem sido “um pesadelo” para a família.

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