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Governo Trump tem elite gay em Washington

Um novo grupo de influência se forma em Washington com homens gays que trabalham para o governo Trump, desafiando estereótipos e divisões na comunidade LGBTQ+. Apesar de suas vitórias em direitos civis, eles enfrentam críticas por sua lealdade ao presidente e sua base conservadora.

Em uma quarta-feira de julho, figuras proeminentes de Washington se reuniram no clube privado Ned's, incluindo John Phelan (Secretário da Marinha) e Scott Bessent (Secretário do Tesouro).

Entre eles estava Charles Moran, um importante funcionário do Departamento de Energia e líder dos A-Gays, um grupo de homens gays assumidos que ocupa cargos significativos na administração de Donald Trump.

Os A-Gays, predominantemente brancos e com uma aparência similar, têm influência em diversas áreas do governo, mesmo em um ambiente que acolhe poucos republicanos gays.

Moran comentou sobre a união do grupo como uma ferramenta essencial em um cenário hostil. Apesar de viver em uma capital considerada a mais gay dos EUA, eles enfrentam críticas por apoiar Trump, que já fez diversas declarações e políticas controversas sobre direitos LGBTQ+.

Alguns membros defendem que a batalha pelos direitos gays já foi vencida e consideram Trump o republicanismo mais amigável à comunidade. Para eles, a presença de gays em cargos de poder aumentou desde o mandato de George W. Bush.

James Kirchick, autor de um histórico sobre a comunidade gay em Washington, destaca que ser gay na política era visto como negativo até recentemente. Ele observa que Trump tem uma abordagem incomum e se sente confortável com pessoas gays, mas seu governo também inclui figuras opostas aos direitos LGBTQ+.

Moran e seus aliados costumam desacreditar críticas à homofobia no movimento MAGA, vendo-a como exageros da esquerda. Eles mencionam momentos “camp” da cultura gay associados a Trump.

Recentemente, em uma estreia no Kennedy Center, drag queens protestaram contra Trump, enquanto os A-Gays se sentiram desafiados, mas afirmaram que o presidente ama os gays.

Um dos A-Gays, Casey Flores, defendeu que os republicanos não odeiam gays e acredita que a convivência entre diferentes facções políticas é possível.

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