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Greve de entregadores reduz pedidos em restaurantes que usam plataformas, mas entregas próprias sobem até 50%

Greve nacional dos entregadores leva a queda drástica nas entregas de aplicativos, afetando principalmente restaurantes que dependem exclusivamente desses serviços. Movimento busca melhores condições de trabalho e aumento nos pagamentos por entrega, destacando a precarização da função.

Greve Nacional dos Entregadores: O primeiro dia da greve, organizada por entregadores de aplicativos como iFood e Rappi, resultou em queda de 100% nas entregas para empresários que dependem exclusivamente dessas plataformas.

Restaurantes que utilizam múltiplas plataformas registraram uma redução de 70% a 80% nos pedidos. Por outro lado, estabelecimentos que entregam seus próprios pedidos tiveram um aumento de até 50% na demanda.

A greve, chamada de “Breque Nacional dos Apps”, reivindica:

  • Pagamento mínimo de R$ 10 por entrega;
  • Reajuste do valor pago por quilômetro de R$ 1,50 para R$ 2,50;
  • Limitação do raio de atuação das bicicletas para três quilômetros;
  • Garantia de valor integral para corridas agrupadas.

O SindimotoSP destacou o abandono da categoria pelo governo, criticando a falta de ação em dois anos de mandato do presidente Lula. O sindicato também alertou sobre os perigos que os trabalhadores enfrentam diariamente.

Nicolas Santos, do Comando Nacional do Breque, ressaltou que as condições de trabalho afetam a jornada e a qualidade do serviço. Ele explicou que, para alcançar as mesmas metas de 10 anos atrás, agora é necessário trabalhar 12 a 13 horas por dia.

Posição das Empresas: A Amobitec afirmou que suas associadas, incluindo iFood, mantêm diálogo contínuo com os entregadores e mencionaram um aumento de 5% na renda média dos entregadores entre 2023 e 2024.

A iFood garantiu que todos os entregadores têm acesso a seguros e planos de saúde e está estudando um possível reajuste para 2025.

As empresas Uber e 99 Táxi se posicionaram via Amobitec, enquanto a Rappi citou o Movimento Inovação Digital como porta-voz para discussões sobre as condições de trabalho.

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