Greve reduz pedidos no iFood, mas restaurantes com entrega própria têm aumento
Greve de entregadores do iFood provoca paralisação em restaurantes e impacta significativamente o setor de delivery. Enquanto alguns estabelecimentos enfrentam grande queda na demanda, outros registram aumento de pedidos com frota própria.
Greve nacional dos entregadores de aplicativos programou dois dias de paralisação em todo o Brasil, afetando todas as entregas do iFood, segundo a Abrasel SP.
Os restaurantes que utilizam outras plataformas tiveram impacto menor, com uma queda de 70% a 80% nas entregas. Estabelecimentos com frota própria de entregadores tiveram um aumento de até 50% na demanda.
O restaurante Haya Falafel registrou zero pedidos pelo iFood no primeiro dia, enquanto o Nako Lamen foi fechado pelo iFood devido à falta de entregadores. O Pratada São Paulo não abriu em apoio à greve.
A hamburgueria Sliders teve suas unidades fechadas pelo iFood na segunda, mas reabriu com áreas de entrega limitadas. O Emporio San Martin, com frota própria, viu suas vendas crescerem 163% nesse período.
O iFood afirmou estar monitorando a situação e que 60% dos pedidos são entregues pelos próprios restaurantes. O MID, que inclui o Rappi, respeita o direito à manifestação dos entregadores.
As reivindicações incluem:
- Taxa mínima de R$ 10 por entrega;
- Aumento do valor por quilômetro de R$ 1,50 para R$ 2,50;
- Limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros;
- Pagamento integral para pedidos agrupados.
Denúncias sobre práticas antissindicais também foram feitas. O SindimoSP declarou sentir abandono do governo federal em resolver a situação. O MTE não se manifestou até a publicação.