'Groenlândia tem que ser nossa', diz Trump às vésperas de visita de delegação dos EUA à ilha
Visita do vice-presidente dos EUA à Groenlândia gera tensões diplomáticas e levanta preocupações sobre a autodeterminação da ilha. A mudança no itinerário, agora restrito à base militar, é vista como um recuo diante da pressão dinamarquesa.
Trump destaca importância da Groenlândia
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em 26 de setembro, que os EUA precisam da Groenlândia para a segurança internacional e manifestou o desejo de assumir o controle da ilha em entrevista ao podcaster Vince Coglianese.
Recuo após pressão dinamarquesa
O ministro dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, celebrou o cancelamento da visita da delegação americana a locais da Groenlândia, restringindo-a à base militar de Pituffik. A primeira-ministra, Mette Frederiksen, chamou a visita de "pressão inaceitável".
A primeira-dama, Usha Vance, não participará mais de uma corrida tradicional na Groenlândia, como previsto inicialmente.
Tensão geopolítica crescente
A visita da delegação, agora liderada pelo vice-presidente JD Vance, ocorre em um momento de transição política na Groenlândia. O governo interino afirmou que não convidou autoridades americanas para visitas.
O foco declarado da visita é a segurança do Ártico, conforme informado pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Brian Hughes destacou que a visita busca colaborar com respeito à autodeterminação da Groenlândia e cooperação econômica.
Escalada nas tensões
Ações do governo Trump, como enviar o vice-presidente, foram vistas como uma escalada nas tensões, segundo analistas dinamarqueses. Lars Trier Mogensen mencionou que a ação pode ser considerada uma "guerra híbrida".
Uma pesquisa indicou que 85% da população da Groenlândia rejeita a anexação pelos EUA. A atuação focada na base militar sugere um recuo na postura de se impor na sociedade groenlandesa.
Base Espacial Pituffik
A Base Espacial Pituffik é vital para o sistema de defesa antimísseis dos EUA, com operações garantidas desde 1951 por um acordo com a Dinamarca. A Groenlândia mantém uma autonomia crescente desde 2009.
*Com AFP e The New York Times