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Guerra Israel-Hamas alterna tréguas e retomadas de ataques; veja linha do tempo das negociações

Cessação do acordo de trégua entre Israel e Hamas leva a novos ataque aéreos e um elevado número de vítimas na Faixa de Gaza. As tensões entre as partes aumentam, dificultando o avanço nas negociações de paz.

Acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas ruiu nesta terça-feira (18), após ataques aéreos israelenses matarem pelo menos 400 pessoas na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.

Desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023, o período sem ataques era o mais longo. O acordo, firmado em 15 de janeiro, envolveu a libertação de 25 reféns israelenses em troca de aproximadamente 2.000 prisioneiros palestinos.

Com o término da primeira fase em 1º de março, Israel e Hamas ficaram em um limbo de acusações, impedindo a negociação da segunda etapa.

Em um mês e meio após o conflito iniciar, Israel e Hamas selaram um acordo que resultou na devolução de 105 reféns e na liberação de 210 prisioneiros. A primeira fase incluiu trocas em nove rodadas e foi cumprida conforme acordado.

Após a primeira fase, Israel ignorou os termos, decidindo manter tropas no corredor Filadélfia. No mesmo dia, o Hamas rejeitou a proposta de extensão do acordo.

Israel, apoiado pelos EUA, tentou impor mudanças, mas as negociações não avançaram devido à recusa em retirar tropas. A entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza foi suspensa como pressão sobre o Hamas.

Um ataque israelense matou dois palestinos em Rafah, enquanto a Israel mirou supostos terroristas em Gaza. O ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, suspendeu a venda de eletricidade para Gaza como forma de pressão.

O Hamas mostrou disposição para libertar um refém, enquanto Israel alegou que o grupo estava apenas fazendo manipulação e guerra psicológica.

As forças israelenses intensificaram os ataques ao Hamas, indicando o fim do cessar-fogo. A Casa Branca apoiou Israel, que, por sua vez, foi acusado pelo Hamas de ser "parceiro no genocídio". Há expectativa de novas ofensivas terrestres em Gaza.

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