Guillen: Expectativas estão desancoradas há tempos e aumentam custos de desinflação
Expectativas de inflação desancoradas levam Banco Central a manter juros elevados por mais tempo. Diogo Guillen destaca a resiliência econômica, mas alerta sobre a moderação no crescimento e os desafios externos.
Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do Banco Central, afirmou que as expectativas de inflação estão desancoradas, resultando em um custo desinflacionário maior e juros mais altos por mais tempo. A mensagem foi reforçada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Durante o Ciclo de Palestras em São Paulo, Guillen destacou que a inflação, tanto cheia quanto subjacente, permanece acima da meta. Apesar do dinamismo no mercado de trabalho, ele indicou que há sinais de moderação no crescimento econômico.
O PIB foi projetado em 3,2% para 2023 e 3,4% para 2024, demonstrando resiliência, embora a equipe do Banco Central tenha esperado resultados mais elevados. Segundo Guillen, é necessário cautela ao avaliar a moderação do crescimento.
Ele também mencionou que o ambiente externo é desafiador devido à política econômica dos Estados Unidos e incertezas sobre sua política comercial, influenciando a desaceleração e a postura do Federal Reserve (Fed).
Guillen concluiu ressaltando que os bancos centrais de economias avançadas continuam focados em normalizar as políticas monetárias, com cortes nas taxas de juros previstos para este e o próximo ano.