Guillen: Incerteza não se resolve no liberation day; haverá mais incerteza
Diogo Guillen destaca que o "Liberation Day" não solucionará as incertezas econômicas e alerta sobre os impactos das tarifas nos Estados Unidos e no Brasil. Ele enfatiza a complexidade do cenário, onde políticas monetárias e expectativas de inflação são afetadas por variáveis externas.
Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do Banco Central, afirmou que a incerteza econômica não será resolvida com o "Liberation Day", previsto para quarta-feira, 2.
A declaração foi feita durante o Ciclo de Palestras, organizado pela Faculdade ESEG em São Paulo.
Guillen argumentou que o "Liberation Day" pode gerar ainda mais incertezas devido a possíveis discussões sobre tarifas comerciais e suas repercussões internacionais. Ele destacou:
- Incertezas permanecerão após o dia 2.
- “Você mantém sempre um prêmio por conta da incerteza.”
Sobre política monetária, ele levantou preocupações sobre como o Federal Reserve (Fed) pode reagir à combinação de menor crescimento e maior inflação.
Guillen observou que o aumento de tarifas pode levar a um aumento nas expectativas de inflação:
- Aumento temporário de preços por tarifas.
- Reação do Fed a choques de oferta.
Ele concluiu que, no contexto brasileiro, o Comitê de Política Monetária identificou riscos de alta relacionados a política doméstica e câmbio, e riscos de baixa sobre o crescimento global.
O cenário permanece complexo, abrindo espaço para diversas incertezas.