Haddad afirma que Brasil e França convergem em tributação de super-ricos
Haddad destaca a colaboração entre Brasil e França na tributação de super-ricos e na agenda climática. O ministro enfatiza a importância do multilateralismo e das iniciativas inovadoras do governo brasileiro para enfrentar a crise ambiental.
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inicia viagem à França para discutir a tributação dos super-ricos e mudanças climáticas.
Na conferência na universidade Science Po, Haddad destacou a sintonia entre Brasil e França nessa agenda. “A tributação dos super-ricos é um imperativo moral”, afirmou, ressaltando a coordenação Norte-Sul como solução para o sistema internacional.
Haddad mencionou a proposta global de tributação de até 2% da renda dos super-ricos, apoiada por Gabriel Zucman e Esther Duflo. Essa proposta foi uma das bandeiras da presidência brasileira no G20 no ano passado.
O ministro também discutiu a importância da COP30 no resgate do multilateralismo. Ele espera que a França continue apoiando o Brasil em questões relacionadas à tributação.
Haddad acredita que os mecanismos de financiamento internacional devem ser centrais no debate climático. Ele caracterizou a COP30 como “a COP da implementação” e enfatizou a necessidade de uma agenda climática inclusiva.
Dentre as iniciativas brasileiras citadas, destacam-se o Mecanismo de Financiamento para Florestas Tropicais e a criação de um robusto marco regulatório do mercado de carbono.
A viagem de Haddad serve de preparação para a visita do presidente Lula à França em junho, com ênfase no Plano de Transformação Ecológica e reforma do G20.
No primeiro dia, Haddad participou da conferência e foi homenageado em um jantar. Na terça-feira (1º), ele se reunirá com o ministro da Economia francês, Éric Lombard, e almoçará com empresários franceses.
O retorno a Brasília está previsto para a madrugada de quarta-feira (2).