Haddad cobra acordo com Congresso sobre isenção de imposto
Haddad reforça a importância da reforma do Imposto de Renda e a necessidade de manter contrapartidas fiscais para garantir o equilíbrio das contas públicas. A proposta, que visa isentar quem ganha até R$ 5.000, enfrenta resistência de certos grupos políticos, mas promete transformar o Brasil em referência global em faixas de isenção.
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta 4ª feira (27.ago.2025) que o Congresso deve manter o acordo sobre a reforma do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) que inclui isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais.
Haddad ressaltou que o acordo mantém contrapartidas fiscais essenciais para o equilíbrio das contas públicas. Ele citou a confiança no compromisso do presidente da Câmara, Hugo Motta.
A proposta eleva o limite de isenção atual, que abrange até R$ 3.036, e prevê redução parcial para ganhos de até R$ 7.350. Além disso, inclui um tributo mínimo para rendas superiores a R$ 50.000 mensais.
Apesar da aprovação por especialistas, a proposta enfrenta oposição de grupos adversários e do Centrão, que criticam o aumento da carga tributária.
A proposta, segundo Haddad, é uma conquista nacional e requer mobilização política e social. "Existem grupos que atuarão intensamente no Legislativo," alertou o ministro.
A estratégia do governo conta com o apoio dos presidentes do Senado e da Câmara, visando a aprovação em setembro. A proposta foi mencionada frequentemente durante a campanha de Lula e, se aprovada, fará do Brasil ter a maior faixa de isenção do IR do mundo.
O ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, questionou a viabilidade da proposta e destacou que a faixa média de isenção de 1994, corrigida pela inflação, corresponderia a R$ 3.801,80. Atualmente, aproximadamente 45 milhões de brasileiros pagam IR, e com a nova isenção, esse número poderia cair para 15 milhões.
Maciel também afirmou que o projeto do governo é "mal redigido", identificando 22 itens obscuros no texto.