Haddad diz que ajuda a setor de eventos acaba neste mês
Ministro da Fazenda confirma que Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos será encerrado sem prorrogações. Empresas voltarão a recolher tributos a partir de abril, após desonerações que totalizaram cerca de R$ 15 bilhões.
Ajuda ao setor de eventos acaba em março, confirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (27). As empresas devem retomar o recolhimento de tributos a partir de abril.
Haddad negou qualquer discussão sobre a prorrogação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), instituído durante a pandemia.
No início do ano passado, o Congresso aprovou a extensão do Perse até o limite de R$ 15 bilhões para as desonerações. Recentemente, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que os recursos se esgotarão neste mês.
“As empresas passam a recolher a partir de abril”, disse Haddad, ressaltando que, se o programa continuar, os gastos podem chegar a R$ 18 bilhões ou R$ 19 bilhões até o fim do ano.
A partir de abril, as empresas devem pagar a alíquota cheia dos tributos desonerados pelo Perse, incluindo:
- Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
- Programa de Integração Social (PIS)
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
O governo se comprometeu a auditar os gastos tributários do Perse com base na Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi).
Os resultados da auditoria só estarão disponíveis após as empresas preencherem a Dirbi, o que ocorrerá após 60 dias. Se a auditoria indicar renúncias abaixo de R$ 15 bilhões, o Perse poderá ser reaberto, embora Haddad acredite que isso é improvável.
Nenhuma nova discussão sobre a prorrogação do Perse está em andamento, informou Haddad, que reiterou a necessidade de auditoria.
O Perse beneficia setores como:
- Hotelaria
- Restaurantes e similares
- Bares e similares
- Bufês
- Aluguel de equipamentos recreativos e esportivos
- Cinemas
- Teatro e espetáculos de dança
A Frente de Comércio e Serviços (FCS) pediu a manutenção do programa com redutor de 80% até o fim do ano e 50% até 2026, solicitando apoio para a prorrogação.