Haddad não vê com bons olhos venda do Master ao BRB, e há divisão no BC; leia bastidores
Ministério da Fazenda e Banco Central dividem opiniões sobre a venda do Banco Master para o BRB, com impactos significativos para o setor financeiro. A decisão ganhará forma após a votação na Câmara Legislativa do DF, prevista para esta terça-feira.
Venda do Banco Master para BRB gera controvérsia
A venda de um pedaço do Banco Master para o banco público BRB enfrenta resistência em Brasília. O Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad, se mostra cético sobre a operação, enquanto o Banco Central (BC) analisa duas abordagens para o caso.
Visões no Banco Central:
- Autorização de mercado: BRB compraria a parte "boa" do Master, mas com risco de comprometer a reputação do BC.
- Negativa: Poderia dificultar a operação do Master, levando a um socorro pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A decisão será técnica e poderá levar tempo, conforme orientação do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
O modelo de negócios do Master é baseado na venda de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com altas taxas, o que implica garantias do FGC em caso de falência.
Recentemente, o banqueiro Daniel Vorcaro iniciou a venda de cerca de R$ 1 bilhão em ativos para honrar os vencimentos de CDBs. A alta na taxa Selic, de 13,75% para 15% ao ano, agrava a situação, gerando pressão por uma decisão rápida.
Pelo projeto de operação, o BRB deve adquirir R$ 24 bilhões em ativos do Master, deixando R$ 51 bilhões para trás. O Banco Voiter ficará sob controle de Augusto Lima, enquanto o LetsBank será gerido por Maurício Quadrado.
A votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal sobre a aprovação do negócio está prevista para esta terça-feira, 19.