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Haddad sai em campo em ano decisivo para definir futuro político

Fernando Haddad enfrenta um momento decisivo à frente do Ministério da Fazenda, com pressão crescente para sua candidatura em 2026. Enquanto ele resiste a deixar o cargo, o ambiente político e econômico se torna cada vez mais desafiador.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, chega à metade do governo com questionamentos sobre seu futuro político. Uma ala do PT defende sua presença na campanha em São Paulo em 2026, mas Haddad afirma que não “vai às urnas”.

Este ano é decisivo para ele. Se permanecer no cargo, enfrentará um cenário político e econômico difícil. Caso decida se candidatar, precisará deixar o ministério até abril de 2026 para se preparar para a campanha. A troca de Alexandre Padilha por Gleisi Hoffmann na articulação política aumentou a resistência a suas propostas.

A alta de juros pelo Banco Central afeta a atividade econômica, e Haddad observa uma queda no apoio na Avenida Faria Lima, centro financeiro. Para reverter essa imagem, aumentou suas aparições públicas e postagens sobre a reforma do Imposto de Renda.

Nos próximos meses, também se dedicará a uma lista de 25 prioridades e a proteger as regras fiscais, enquanto lida com a pressão dentro do PT para se candidatar em 2026. Mesmo derrotado na última eleição, Haddad teve um desempenho histórico para o partido em São Paulo.

O deputado federal Rui Falcão destaca a importância de Haddad como candidato, e outros líderes do PT compartilham essa opinião. A decisão sobre sua participação dependerá de uma conversa com Lula. Enquanto isso, Haddad pode permanecer “na reserva” até que o presidente se defina sobre a reeleição.

O cientista político Celso Rocha de Barros afirma que o futuro político de Haddad depende de seu sucesso na Fazenda. “Se for bem sucedido, será candidato ao que quiser, quando quiser”, conclui.

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