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Haddad: tarifaço dos EUA sobre o Brasil seria 'retaliação injustificável' e causaria estranheza

Fernando Haddad critica possíveis tarifas americanas, classificando-as como retaliação injustificável ao Brasil. O governo brasileiro espera mais detalhes sobre as medidas protecionistas que podem afetar as relações comerciais entre os países.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que tarifas do governo americano ao Brasil seriam uma “retaliação injustificável” e causariam estranheza ao governo Lula.

Durante entrevista após os Diálogos Econômicos Brasil-França, Haddad destacou que a balança comercial é superavitária para os EUA.

Ele mencionou a mesa de negociação contínua entre Brasil e EUA, buscando fortalecer a cooperação bilateral.

O governo brasileiro terá acesso a detalhes das novas medidas protecionistas que serão anunciadas por Donald Trump nesta quarta-feira.

Haddad explicou que políticas protecionistas podem reduzir a prosperidade global e a produtividade econômica.

As novas tarifas de importação dos EUA poderão variar de 10% a 25%, afetando tarifas já existentes.

Não está claro se as medidas terão imediata validade ou prazo. A expectativa é que a elevação ocorra de forma horizontal, impactando diversos mercados fornecedores.

Segundo autoridades brasileiras, existem indícios, mas pouca clareza sobre a aplicação das tarifas, que podem ser:

  • Impostas a todos os parceiros comerciais dos EUA
  • Recíprocas: como a aplicação de um imposto idêntico ao do Brasil sobre o etanol (18%)

O anúncio está previsto para ser feito na quarta-feira, chamada por Trump de “dia da libertação”.

Simultaneamente, representantes do Brasil e EUA negociam um acordo para proteger as empresas brasileiras, que pode incluir cotas de importação para itens sem sobretaxas.

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