Heineken deve elevar preços no Brasil: ponto de inflexão para o setor – e para Ambev?
Heineken implementa aumento de preços de 6% no Brasil, seguindo os passos da Ambev. Analistas questionam se essa mudança poderá alterar a dinâmica competitiva no setor cervejeiro.
Heineken aumenta preços no Brasil em 6% - A cervejaria anunciou que a nova tabela entra em vigor em julho, após o primeiro aumento desde abril de 2024. Este movimento surge após a elevação de preços da Ambev no início do ano, pós-Carnaval.
Bradesco BBI analisa impacto - Os analistas questionam se essa mudança pode ser um ponto de inflexão para as ações da Ambev. Em suas análises, Henrique Brustolin e Pedro Fontana destacam que, apesar dos rumores, a leitura inicial da Ambev é positiva, sinalizando um ambiente de preços mais racional no setor.
Ações da Ambev em alta - As ações subiram 1,73%, alcançando R$ 13,50 às 12h (horário de Brasília). Contudo, a questão central permanece: isso indicaria uma mudança na dinâmica competitiva? Os analistas ainda não acreditam que isso ocorrerá.
Heineken busca crescer no mercado - Apesar de não ser agressiva em preços, a Heineken deseja aumentar sua participação no mercado. A empresa está focada em competir com a Ambev, principalmente após a inauguração de uma nova cervejaria.
Desafios para Ambev - O Bradesco BBI alerta que a trajetória da Ambev depende de sua capacidade em equilibrar preços e volumes para manter margens estáveis, o que ainda está em avaliação.
Expectativas para 2T25 - Os resultados desse trimestre serão cruciais para entender a relação preço-volume, enquanto sinais de desaceleração no setor e operações internacionais limitadas da Ambev acentuam a cautela dos analistas.
Recomendação neutra - O BBI mantém a recomendação para a Ambev com um preço-alvo de R$ 12, projetando múltiplo de P/L em 14,5 vezes para 2025.