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Hospital bombardeado em Gaza por Israel era usado por jornalistas para transmissões ao vivo

Ataque a jornalistas no hospital Nasser em Gaza levanta preocupações sobre a segurança da imprensa na região. Desde o início da ofensiva israelense em outubro, 244 profissionais de comunicação já perderam a vida no enclave.

Drone israelense ataca hospital Nasser na Faixa de Gaza, matando quatro jornalistas freelancers, incluindo cinegrafistas da “Reuters” e “Al Jazeera” e repórteres da “AP” e “NBC”.

O ataque ocorreu em 25 de setembro, visando o último patamar de uma escada de incêndio, um ponto usado frequentemente por jornalistas internacionais para transmissões ao vivo.

Os jornalistas mortos foram:

  • Hossam Al Masri - cinegrafista da “Reuters”
  • Mohamed Salama - cinegrafista da “Al Jazeera”
  • Mariam Abu Daqqa - repórter da “AP”
  • Moaz Abu Taha - repórter da “NBC”

O ataque consistiu em dois impactos aéreos. O primeiro atingiu Al Masri, enquanto colegas tentavam socorrê-lo, o segundo impacto feriu outros jornalistas e matou um funcionário da Defesa Civil.

De acordo com o governo de Gaza, 244 jornalistas já foram mortos desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023. Essa ofensiva é uma das guerras mais mortais para jornalistas em décadas, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Outros ataques anteriores, como o de 10 de agosto, resultaram na morte de seis jornalistas, incluindo um repórter mencionado como alvo por Israel.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras pediu que jornalistas palestinos sejam considerados vítimas em investigações sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel.

*Com informações da EFE

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