Ibovespa dispara 2,6% e dólar cai após presidente do Fed sinalizar corte de juros nos EUA
Discurso de Jerome Powell sobre possível corte de juros nos EUA impulsiona mercados emergentes. O Ibovespa e as bolsas globais reagem positivamente, refletindo aumento do apetite por risco.
Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em forte alta de 2,57%, alcançando 137.968 pontos — maior valorização desde abril.
O dólar recuou 0,95%, cotado a R$ 5,42. Esse movimento foi impulsionado pelo discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que sinalizou a possibilidade de corte de juros já em setembro.
No simpósio de Jackson Hole, Powell mencionou que a primeira redução em oito meses pode estar próxima, embora as tarifas dos EUA representem risco inflacionário. Ele também destacou sinais de desaceleração no mercado de trabalho, o que abre espaço para estímulos.
Os investidores veem quase 90% de chance de corte de juros em setembro, impulsionando as bolsas globais. Em Nova York, o Dow Jones subiu 1,89%, o S&P 500 1,51% e o Nasdaq 1,88%. Na Europa, o Stoxx 600 atingiu o maior nível em cinco meses.
O otimismo com inteligência artificial também impulsionou os ganhos na Ásia.
A previsão de corte nos juros americanos atraiu capital estrangeiro para o Brasil. As ações da Petrobras subiram após a escolha de Bruno Moretti como novo presidente do conselho. Ações preferenciais (PETR4) avançaram 2,63% e as ordinárias (PETR3) 3,03%.
Destaques do pregão incluíram: Vale (VALE3) com alta de 2,51%, Itaú (ITUB4) em 2,80% e Magazine Luiza (MGLU3) com 3,29%.
No acumulado da semana, o Ibovespa teve alta de 1,03% e o dólar subiu 0,51%.
Publicado por Felipe Dantas - Reportagem com auxílio de IA