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Ibovespa e dólar futuros têm montanha-russa com fala de Trump; o que mercado achou?

Mercados reagem às tarifas de Trump, com Ibovespa futuro apresentando forte volatilidade. Análise aponta que medidas podem impactar inflação e lucros corporativos nos EUA.

Ibovespa fecha estável com leve alta de 0,03%, aos 131.190 pontos, enquanto Donald Trump discursava sobre novas tarifas comerciais.

O Ibovespa futuro, INDJ25, mostrou volatilidade, subindo 1,53% inicialmente, mas fechando em baixa de 0,69%, a 130.750 pontos.

Trump anunciou uma tarifa mínima de 10% sobre importações de todos os países, com taxas maiores para nações que impõem tarifas elevadas aos EUA.

  • China: 34%
  • União Europeia: 20%
  • Japão: 24%
  • Coreia do Sul: 25%
  • Índia: 26%
  • Suíça: 31%
  • Venezuela: 15%

Não foram mencionadas sobretaxas para Canadá e México.

Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight, comentou que a reação negativa nos mercados ocorreu após Trump detalhar tarifas mais altas que o esperado.

Para o Brasil, a tarifa de 10% fez o dólar futuro para maio cair a R$ 5,69, mas fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,719.

Ian Lima, da Inter Asset, acredita que o impacto será pequeno para a balança comercial. A guerra tarifária pode beneficiar exportações do Brasil em setores como o agro.

O economista-chefe da Equador Investimentos, Eduardo Velho, ressaltou que a inflação nos EUA deve ser afetada antes da atividade econômica.

Ronaldo Patah, da UBS Wealth Management, vê o governo Trump calibrando tarifas para evitar uma recessão.

Paula Zogbi, da Nomad, alerta sobre a volatilidade no mercado enquanto novas medidas são esperadas, com possíveis aumentos nos custos para os consumidores americanos.

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