Ibovespa Futuro cai após máxima da véspera; Lula e reciprocidade no radar
Mercado reage a nova máxima histórica do Ibovespa e dados de inflação dos EUA. Lula também influencia movimentos, com entrevista e anúncios de projetos do governo.
Ibovespa Futuro opera em baixa nesta sexta-feira (29), com realização de lucros após atingir nova máxima histórica. Às 9h11 (horário de Brasília), recuava 0,34%, aos 143.220 pontos.
O mercado também acompanha dados de inflação dos EUA e a entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, segundo o BBI, a autorização do governo para o Itamaraty abrir processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA pode aumentar as incertezas.
Lula dará entrevista à Rádio Itatiaia às 9h15 durante viagem a Belo Horizonte para anunciar projetos do Novo PAC Seleções 2025. Ele ainda irá a Montes Claros para inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial.
O governo também encaminha o projeto de lei do Orçamento de 2026 ao Congresso. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participará da divulgação do estudo “Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil” às 15h.
Nos EUA, o índice PCE de preços pode influenciar a decisão do Fed sobre a taxa de juros. A probabilidade de um corte de juros em setembro é de 85%, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
No exterior, o Dow Jones Futuro caía 0,39%, o S&P Futuro recuava 0,19% e o Nasdaq Futuro tinha baixa de 0,24%.
O dólar à vista subia 0,50%, aos R$ 5,434 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro tinha alta de 0,14%, aos 5.427 pontos.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam de forma mista. O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) de Tóquio teve alta de 2,5% em agosto, abaixo dos 2,9% de julho, mas acima da meta de 2% do Banco do Japão.
Em commodities, os preços do petróleo recuam após redução nas expectativas de sua oferta, e os preços do minério de ferro na China fecharam em alta, sustentados por demanda estável.
(Com Reuters e Bloomberg)