Ibovespa Futuro segue a aversão ao risco global e recua com receios sobre tarifas
A aversão ao risco global provocada pelas declarações de Trump afeta os mercados financeiros. Expectativas de novas tarifas elevam a probabilidade de uma recessão nos EUA para 35%, segundo Goldman Sachs.
Ibovespa Futuro começou a segunda-feira (31) em queda de 0,65%, a 131.855 pontos, devido à aversão ao risco global após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.
Trump anunciou que tarifas que entrarão em vigor esta semana afetarão todos os países, aumentando os temores de uma possível guerra comercial e uma recessão nos EUA, com a probabilidade de recessão subindo para 35%, segundo o Goldman Sachs.
O plano de Trump envolve tarifas proporcionais às impostas por outros países sobre produtos americanos, visando proteger a economia dos EUA. Ele receberá recomendações sobre as tarifas na terça e fará um anúncio na quarta, com a implementação prevista para o dia seguinte.
No cenário nacional, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está em Paris, participando da conferência “10 anos depois do Acordo de Paris: governar na era do clima”.
Nos EUA, índices registram quedas: Dow Jones Futuro -0,68%, S&P500 -1,11%, e Nasdaq Futuro -1,54%.
Em relação ao câmbio, o Relatório Focus do Banco Central indicou uma revisão para baixo na previsão do dólar, passando de R$ 5,95 para R$ 5,92 em 2025. O dólar à vista subia 0,21% para R$ 5,771.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em baixa, com o índice Nikkei do Japão caindo 4,05%.
Os preços do petróleo subiram após Trump ameaçar implementar tarifas ao petróleo russo, enquanto as cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho devido a preocupações com a demanda.
(Com Reuters)