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Ibovespa tem dia de leve ajuste, para baixo, mas defende os 137 mil pontos

Ibovespa fecha em leve queda, refletindo oscilações no mercado e PRESSÃO externa. Agenda doméstica trouxe dados de inflação que impactaram expectativas sobre cortes de juros no Brasil.

Ibovespa registrou oscilações nesta terça-feira, 26, após fechar na máxima de 138 mil pontos na segunda, o melhor desempenho desde julho. Hoje, o índice abriu em 138.025,91 pontos e fechou a 137.771,39 pontos, com queda de 0,18%. O giro financeiro foi de R$ 20 bilhões.

No acumulado semanal, o Ibovespa recuou 0,14%, mas ainda tem avanço de 3,53% no mês e 14,54% no ano.

A sessão foi negativa para grandes ações como Petrobras (PETR3 -0,51%, PETR4 -0,72%), acompanhando a queda superior a 2% do petróleo. O setor financeiro apresentou variações mistas, com Itaú PN (ITUB4) caindo 0,67% e BB ON (BBAS3) subindo 1,65%.

As maiores altas foram de Minerva (BEEF3 +3,13%), Pão de Açúcar (PCAR3 +3,12%) e Vibra (VBBR3 +3,11%). Em contrapartida, as maiores quedas foram de MRV (-3,43%), Raízen (-2,86%) e Yduqs (YDUQ3 -2,45%). A Vale ON (VALE3) fechou em alta de 0,89%.

Na agenda econômica, a leitura do IPCA-15 de agosto trouxe deflação menor que a esperada, frustrando a expectativa de cortes na Selic antes de 2026. A sinalização dovish de Jerome Powell, presidente do Fed, sobre possíveis reduções de juros nos EUA, influenciou a expectativa de mercado.

Externamente, a demissão de Lisa Cook do Fed por Donald Trump, após acusações de fraude hipotecária, gerou insegurança no mercado. Trump afirmou que está preparado para uma disputa judicial e quer maior transparência no Fed.

Os rendimentos dos Treasuries de 2 anos caíram, enquanto os de 10 anos avançaram, refletindo as incertezas políticas e econômicas. João Soares, da Rio Negro Investimentos, indicou que a situação atual impacta tanto o dólar quanto o Ibovespa.

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