Ibovespa tem leve recuperação com bancos, mas segue abaixo dos 135 mil pontos
Ibovespa encerra em leve alta após forte queda, mas incertezas sobre sanções dos EUA afetam o setor financeiro. O índice flutua entre máximas e mínimas em meio a preocupações com a relação Brasil-EUA e o impacto nas instituições financeiras.
Ibovespa e o setor financeiro perderam força na quarta-feira, 20, após queda de 2,10% no dia anterior, a maior correção desde abril. O índice chegou a reaproximar-se de 135 mil pontos, mas terminou o dia em 134.666,46 pontos, com leve alta de 0,17%.
O movimento foi influenciado por incertezas sobre a relação Brasil-EUA, especialmente em relação à Lei Magnitsky, que sancionou o ministro Alexandre de Moraes. O índice da B3 oscilou 842 pontos, com mínima de 134.121,67 e máxima de 134.963,84 pontos.
O giro financeiro foi de R$ 16,2 bilhões. Na semana, o Ibovespa recuou 1,23%, limitando o ganho do mês a 1,20% e mantendo alta anual de 11,96%.
Pedro Moreira, da One Investimentos, destacou que o cenário macroeconômico é incerto, com dúvidas sobre como os bancos brasileiros reagirão às diretrizes do STF. A possibilidade de sanções dos EUA aos bancos seria "devastadora".
No setor bancário, o Banco do Brasil (BBAS3) recuperou-se discretamente com alta de apenas 0,30%, enquanto o Santander (SANB11) subiu 2,08%. Itaú (ITUB) ficou praticamente estável com 0,06%.
Entre os destaques positivos do Ibovespa, estão:
- Pão de Açúcar (PCAR3): +8,62%
- Ultrapar (UGPA3): +4,35%
- Auren (AURE3): +4,05%
No lado negativo:
- Azzas (AZZA3): -3,42%
- Marfrig (MRFG3): -3,16%
- Rumo (RAIL3): -3,11%
Roberto Simioni, da Blue3 Investimentos, afirma que o Brasil sofre com consequências de dois instrumentos legais dos EUA, refletindo uma nova pressão diplomática e econômica. Ele avalia que a decisão de Flávio Dino sobre a soberania nacional tende a agravar a confiança dos investidores e o risco jurídico para bancos com operações no exterior.