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IBP deve apresentar ao governo diretrizes para regulamentação de mercado de carbono até outubro

IBP apresenta diretrizes para mercado de carbono visando regulamentação em 2024. Proposta busca apoiar o governo na discussão durante a COP30 e garantir a participação do setor de petróleo e gás nas soluções climáticas.

IBP apresenta diretrizes para o mercado de carbono no Brasil

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) vai propor diretrizes ao governo até meados de outubro para regulamentar o mercado de carbono no Brasil.

A proposta visa ser discutida na COP30, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, marcada para novembro em Belém (PA).

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou que a lei sobre o mercado de carbono foi aprovada no ano passado e a regulamentação deve ocorrer em meados de 2024.

Um grupo de trabalho com 28 empresas, incluindo multinacionais, foi formado para desenvolver as diretrizes práticas.

As diretrizes incluem quatro parâmetros principais:

  • Auditabilidade: Auditoria do carbono capturado e das emissões compensadas.
  • Precificação: Estabelecimento de um valor para o carbono, tornando tecnologias viáveis.
  • Compensação: Definição de custos para compensar emissões por meio de captura.
  • Geração de créditos: Sistema para medir emissões e compensações, permitindo a venda de créditos.

Ardenghy ressaltou a necessidade de discutir a regulamentação antes e durante a COP30. Ele afirmou que a indústria de petróleo e gás deve ser parte da solução climática, apesar de suas emissões.

O tema foi abordado durante o evento "SB COP: o papel do setor privado na implementação do Acordo de Paris", organizado pela CNI e Firjan no último dia 25.

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