Impeachment deixa Coreia do Sul sem força para responder às tarifas de Trump
Coreia do Sul enfrenta desafios significativos com tarifas dos EUA sob liderança de Trump. A turbulência política interna e a designação como "país sensível" elevam o risco econômico e diplomático.
A Coreia do Sul enfrenta riscos diplomáticos e econômicos devido a um vácuo de poder que impede a resposta às tarifas de importação do presidente Donald Trump.
O ministro do Comércio, Ahn Duk-geun, esteve em Washington para explicar a situação após a designação da Coreia do Sul como "país sensível" pelo Departamento de Energia dos EUA devido a preocupações sobre segurança e não proliferação nuclear.
Politicamente instável, a Coreia do Sul vive a suspensão do presidente Yoon Suk Yeol, que aguarda decisão do Tribunal Constitucional sobre seu impeachment. Agora, está na mesma categoria de países como China, Coreia do Norte e Irã.
A designação impacta áreas como semicondutores e energia, e foi definida pelo governo anterior. As restrições sobre troca de informações devem entrar em vigor em 15 de abril.
Com exportações para os EUA aumentando 11% em 2024, a deterioração nas relações com Washington seria catastrófica. Muitos ministros expressaram preocupação sobre a guerra tarifária, destacando o aumento nas tarifas propostas por Trump.
A Coreia do Sul tenta justificar que a maioria das suas exportações é isenta de tarifas, mas não conseguiu contato direto com Trump. Além das tarifas sobre aço e alumínio, novas taxas sobre automóveis são esperadas para 2 de abril.
A OCDE reduziu a previsão de crescimento do PIB da Coreia do Sul para 1,5% em 2025, indicando que as barreiras comerciais influenciam essa cifra. A indústria de chips enfrenta incertezas com os planos de investimento da Samsung e SK Hynix nos EUA, que dependiam de subsídios.
Em busca de soluções, o governo sul-coreano considera participar de um projeto de gás natural liquefeito no Alasca, que demandaria investimentos substanciais e enfrenta oposição interna.