Importação de petróleo russo pela Índia deve aumentar em setembro, desafiando os EUA
Índia planeja aumentar importações de petróleo russo em 10% a 20% em setembro, desafiando tarifas dos EUA. A medida reflete o papel crucial do país na manutenção das exportações russas e na resposta às sanções ocidentais.
Exportações de petróleo russo para a Índia devem aumentar em setembro, segundo revendedores. Nova Délhi desafia as tarifas dos EUA, que visam interromper o comércio com a Rússia e forçar um acordo de paz com a Ucrânia.
A Índia se tornou o maior comprador de petróleo russo, beneficiando-se do preço mais baixo após sanções ocidentais. No entanto, a compra gerou críticas do governo dos EUA, que aumentou as tarifas indianas para 50% na quarta-feira (27).
Nova Délhi confia em negociações para resolver as tarifas de Trump, enquanto o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, busca fortalecer laços diplomáticos, incluindo um encontro com Vladimir Putin.
Autoridades dos EUA acusam a Índia de lucrar com o petróleo russo, enquanto a Índia critica o Ocidente por continuar as importações de produtos russos. O BNP Paribas afirma que a Índia não eliminará suas importações russas significativamente.
Sem a Índia, a Rússia enfrentaria dificuldades e perderia receitas essenciais para financiar o governo e a guerra na Ucrânia. Refinarias indianas devem aumentar as compras de petróleo russo em 10% a 20% em setembro, somando até 300.000 barris por dia.
As duas maiores empresas indianas compradoras de petróleo russo, Reliance e Nayara Energy, não comentaram. A Rússia terá mais petróleo para exportar devido a reduções na capacidade de refino causadas por ataques à sua infraestrutura.
Nos primeiros 20 dias de agosto, a Índia importou 1,5 milhão de barris por dia, mantendo a média de julho, mas ligeiramente abaixo de 1,6 milhão de barris/dia entre janeiro e junho. Essa quantidade representa cerca de 1,5% da oferta global, com a Índia sendo o maior comprador marítimo do petróleo russo, atendendo a 40% das suas necessidades de petróleo.
China e Turquia também são grandes consumidores do petróleo russo.