HOME FEEDBACK

Incertezas continuam após imposição de tarifas de Trump, acredita Guillen

Guillen destaca que o aumento da taxa Selic deve continuar em meio à incerteza global gerada pela política comercial dos EUA. O Banco Central manterá a magnitude do aumento em aberto, refletindo a falta de clareza no cenário econômico.

Diretor do Banco Central, Diogo Guillen, afirmou que as incertezas não devem se dissipar no dia 2, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciará tarifas comerciais recíprocas para todos os países.

Chamada de "Dia da Libertação", Guillen acredita que a incerteza aumentará, pois discussões sobre tarifas poderão surgir após esse dia. Ele mencionou que a cronologia atual de incertezas possui prêmio devido a diversas datas que não resolvem essa situação.

A conjuntura econômica global já é incerta e a política comercial de Trump intensifica esse cenário.

Com relação ao ciclo de alta da taxa Selic, Guillen afirmou que este deve continuar, mas a magnitude da alta permanecerá em aberto. Ele destacou que o adiamento da ação do Copom se deve a fatores como a inflação adversa e um mercado de trabalho quente.

Na última reunião, a Selic foi elevada de 13,25% para 14,25% ao ano, com o Copom sinalizando uma nova alta de menor magnitude para o próximo encontro. Guillen explicou que a defasagem dos efeitos da política monetária e a incerteza global influenciam essa decisão.

Ele ressaltou: "O quanto será essa menor magnitude? Mantemos em aberto por causa da incerteza, sem querer dar um sinal preciso sobre a próxima reunião."

Leia mais em valoreconomico