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Indicados de Trump podem comandar Fed por décadas

Trump avança para remodelar o Federal Reserve ao demitir membro indicado por Biden e nomear aliados. Mudanças podem impactar as decisões sobre taxas de juros e a independência do banco central.

Donald Trump, ao assumir a presidência dos EUA, tinha apenas dois dos sete membros do conselho do Federal Reserve (Fed) como indicados por ele. Desde então, ele pretende demitir mais membros nomeados por Biden.

No início de setembro, Trump anunciou a intenção de demitir Lisa Cook, após a renúncia de Adriana Kugler. Caso bem-sucedido, a maioria do Fed será composta por seus indicados. Trump critica as taxas de juros mantidas por Powell, o presidente atual do Fed.

Cook, que enfrenta alegações de fraude hipotecária, afirma não se demitirá e seu advogado planeja contestar a demissão judicialmente. O Fed reforça sua independência, mas acatará decisões judiciais.

Se Trump conseguir realizar a demissão, poderá nomear um novo diretor até janeiro de 2038. Recentemente, Trump indicou Stephen Miran para o posto de Kugler. As nomeações para o Fed têm mandatos escalonados de 14 anos, garantindo a independência do banco central.

Tradicionalmente, as nomeações do Fed eram bipartidárias. A situação atual, segundo Aaron Klein da Brookings Institution, é única, pois Trump busca instalar aliados que sigam suas políticas. Os novos indicados de Trump necessitarão de confirmação do Senado.

Na última reunião, dois indicados por Trump votaram contra a manutenção das taxas de juros. Além disso, Jerome Powell pode ter seu mandato como presidente renovado em maio de 2024, uma possibilidade incomum.

Os membros do conselho do Fed também têm poder sobre os presidentes regionais, com mandatos expirando em fevereiro de 2024, o que pode gerar mais oportunidades para Trump reformular o Fed.

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