Índice de Clima Econômico da América Latina melhora no 2º trimestre, aponta FGV
Melhora no Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina no 2º trimestre de 2025 sinaliza recuperação, mas a região ainda enfrenta queda acumulada em doze meses. A evolução positiva é impulsionada por avanços no Brasil e México, enquanto Argentina e Colômbia enfrentam recuos significativos.
Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina mostra recuperação no 2º trimestre de 2025, atingindo 78,1 pontos, alta de 7,9 pontos em relação ao 1º trimestre. Apesar da melhora, ainda há uma queda acumulada de 11,1 pontos em 12 meses.
Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas e fazem parte da Sondagem Econômica da América Latina. O ICE é composto pelo Indicador da Situação Atual (ISA) e pelo Indicador de Expectativas (IE). A escala varia de 0 a 200 pontos, com 100 sendo o limiar entre condições favoráveis e desfavoráveis.
A melhora no ICE foi distribuída entre os componentes: o ISA subiu para 73,4 pontos (+10,6) e o IE alcançou 82,9 pontos (+5,1).
Conforme a FGV, o trimestre teve dinâmicas contrastantes nas economias. O Brasil (+7,4 pontos para 69,7) e o México (+8,1 pontos para 44,7) apresentaram recuperação. Em contrapartida, Argentina (-18,5 pontos para 100,9) e Colômbia (-14,5 pontos para 67,5) enfrentaram quedas marcantes.
O ISA cresceu em quatro países, com destaque para o Equador (+43,8 pontos). Apenas Paraguai e Peru apresentaram resultados positivos. O aumento no ISA regional para 73,4 pontos reflete em parte a estabilidade do Brasil e o aumento do México.
A incerteza permanece devido a mudanças nas políticas externas, especialmente na administração Trump. A melhora do ISA deve ser vista com cautela.
O IE avançou em cinco países, estabilizou em dois e caiu em outros. O Chile teve o maior crescimento (+32,5 pontos), enquanto o Peru enfrentou a maior queda (-57,5 pontos). O IE regional subiu 5,1 pontos, mas ainda há incerteza.
Em relação ao crescimento do PIB, a previsão de 2,0% para 2025 reflete uma desaceleração em relação ao 2,4% de 2024. Revisões positivas foram feitas para Argentina (de 4,6% para 5,2%), Brasil (de 2% para 2,3%) e Equador (de 1,2% para 1,4%). A previsão para México mudou de +0,2% para estabilidade, sinalizando risco de recessão.