Indústria de componentes para automóveis está em risco com tarifas de Trump
Indústria automotiva japonesa enfrenta incertezas e desafios com tarifas impostas pelos EUA. Fabricantes de autopeças, como a Asahi Tekko, temem o impacto nas vendas e na demanda por seus produtos.
Fábrica japonesa enfrenta incertezas com tarifas comerciais dos EUA
A Asahi Tekko, fabricante de peças automotivas em Hekinan, Japão, lida com as flutuações nas políticas comerciais dos EUA e a recente tarifa de 25% imposta pelo presidente Donald Trump sobre automóveis e peças japonesas.
O CEO Tetsuya Kimura expressou preocupação com o impacto das taxas na demanda americana por veículos, que incluem modelos Lexus e Land Cruiser. As tarifas serão fixadas em 15% após acordo comercial, mas a incerteza continua.
Impacto nas redes de fornecedores: Especialistas alertam que fornecedores de autopeças estão em dificuldade, pois operam com margens de lucro estreitas e enfrentam a transição para veículos elétricos. As pequenas e médias empresas estão se consolidando nesse cenário.
Os dados revelam uma queda nas exportações: 17,4% menos autopeças enviadas ao EUA em julho em comparação ao ano anterior. Uma pesquisa na Coreia mostra que 81% das indústrias automotivas acreditam que tarifas afetarão seus lucros.
Tentativas de alívio: Coreia do Sul destinou US$ 11 bilhões para suporte, enquanto o Japão alocou US$ 6,3 bilhões. Contudo, a pressão tarifária aumentou com novas tarifas de 50% sobre outros produtos, incluindo componentes automotivos.
As empresas enfrentam uma encruzilhada: adaptar-se às novas tarifas ou transferir produção para os EUA. Kimura, por enquanto, não planeja mudanças significativas e aposta em eficiência industrial e inteligência artificial para lidar com os desafios.
Conclusão: A evolução do mercado global e as tarifas dos EUA trazem incertezas para a indústria automotiva, que emprega centenas de milhares de pessoas no Japão, Coreia do Sul e Alemanha, e afetam a economia desses países.