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Indústria está 15,7% abaixo de seu maior patamar, reflexo da perda de relevância do setor, diz IBGE

Produção industrial brasileira continua em queda acentuada e reflete desafios estruturais. Apesar de leve recuperação em relação a 2019, setores como bens duráveis e de consumo ainda enfrentam grandes desafios.

Produção da Indústria Brasileira recua 15,7% em relação ao pico de 2011, conforme a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE.

André Macedo, gerente da pesquisa, destaca que essa distância reflete o custo Brasil e a perda de importância do setor na economia.

O custo Brasil representa gastos adicionais da indústria em comparação ao mundo, devido a tributos, insegurança jurídica e infraestrutura deficiente.

Em 2024, a industrialização corresponde a 24,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, queda de 2,5 pontos percentuais desde 2011.

  • Bens duráveis: 32,5% abaixo do pico (junho de 2013).
  • Bens de capital: 27,1% inferior ao auge (setembro de 2013).
  • Bens semiduráveis e não duráveis: -13,8% abaixo do pico (junho de 2013).
  • Bens intermediários: -13% abaixo do ponto máximo (maio de 2011).

Macedo afirma que essa distância persiste em dois dígitos há muito tempo e que, mesmo em períodos favoráveis, a indústria não atingiu novos picos de produtividade.

Comparando com o período pré-pandemia, a indústria geral está 1,1% acima do nível de fevereiro de 2019. No entanto, bens de consumo duráveis e semiduráveis estão abaixo do patamar daquele período.

Por outro lado, bens de capital estão 16% acima de fevereiro de 2019, enquanto bens intermediários apresentam 4,1% de alta.

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