Investigação contra o Brasil: Embraer e associações se defendem de acusações feitas pelos EUA
A Embraer defende que as medidas americanas prejudicam tanto a companhia quanto a economia dos EUA. A resposta do governo brasileiro também busca contestar as alegações da investigação do USTR.
Embraer se manifestou ao governo americano, afirmando que restrições à importação seriam “contrárias aos interesses” dos EUA. A resposta foi protocolada ao USTR nesta segunda-feira, 18.
A Embraer foi excluída do tarifaço de 50% do governo Trump, mas enfrenta uma alíquota de 10% e investigações sobre práticas comerciais desleais do Brasil.
Outras associações, como a Confederação Nacional da Agricultura e o Cecafé, também protocolaram respostas, considerando as investigações injustas.
O USTR investiga o Brasil em seis temas:
- acesso ao etanol
- desmatamento ilegal
- fiscalização de medidas de anticorrupção
- tarifas preferenciais injustas
- proteção da propriedade intelectual
- comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, como o Pix
A Embraer afirma que “nenhuma dessas práticas” está relacionada à empresa e destaca que já adota tarifa zero para produtos de aeronaves civis.
O déficit comercial projetado entre a Embraer e os EUA é de US$ 8 bilhões de 2025 a 2030, devido à importação de produtos americanos.
A companhia suporta 12,5 mil empregos nos EUA e pretende gerar mais 5 mil nos próximos 5 anos.
O USTR criticou ações do Brasil que, segundo ele, prejudicam empresas americanas e restringem inovações. O processo foi visto como um desafio econômico ao Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores apresentou a defesa brasileira, argumentando que o Pix é uma inovação competitiva e socialmente inclusiva.
O governo brasileiro também apontará o superávit comercial dos EUA com o Brasil e que a maioria dos produtos americanos importados possui alíquota zero.
A investigação do USTR já era prevista pelo governo brasileiro como um obstáculo adicional no processo de comércio.