Investigada em operação, Reag avaliou comprar Virgo, acusada de irregularidade
A operação Carbono Oculto investiga irregularidades na Virgo, que tenta se reerguer após denúncias graves. A CVPar foi contratada para encontrar um comprador em meio à crise de confiança e à investigação da CVM.
Gestora Reag está sob investigação na operação Carbono Oculto, iniciada em 28 de agosto de 2025.
A Reag avaliou comprar a securitizadora Virgo, segunda maior do Brasil, acusada por um ex-diretor de uso irregular de recursos de um fundo para emitir um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) de R$ 130 milhões. Esses recursos destinavam-se à construção de um hospital em Belo Horizonte, a ser alugado para a Oncoclínicas.
Após a denúncia do ex-diretor, Eduardo Levy, a Reag se mobilizou. O fundador da Virgo, Ivo Kos, contratou a CVPar para buscar um comprador, enquanto outras gestoras também estão interessadas no ativo.
O fundo envolvido foi fechado para resgate e novas aplicações pela BRL Trust na semana passada. Em 22 de agosto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou investigações após a denúncia de Levy, que incluiu evidências de irregularidades.
Levy alega que Kos usou recursos de um fundo de reservas para financiar o CRI do hospital, quando percebeu a falta de demanda no mercado. Os recursos de tais fundos devem ser aplicados em investimentos de baixo risco e alta liquidez, contrários ao caso da Oncoclínicas.
A Virgo, em resposta, declarou que “nenhuma lei ou regulamento foi violado”, ressaltando que já estruturou mais de “900 operações sem registros de atuações irregulares”.
A Reag informou estar colaborando com as autoridades na investigação.